Do set de filmagem à arquitetura teatral. O cinema de Lina Bo Bardi.
Cássia Maria Fernandes Monteiro
Este estudo pretende analisar o trabalho de Lina Bo Bardi [1914-1992] como
arquiteta cênica, sobretudo no exercício da cenografia e da direção de arte para o cinema.
Frente aos estudos biográficos dessa artista, foi possível detectar um apagamento de suas
realizações audiovisuais e, como consequência, a importância desta linguagem para a
construção de edifícios teatrais como a atual sede do Teatro Oficina. A partir do Método
Icono-Semiológico este artigo visa, portanto, reunir as questões implícitas nas obras
desenvolvidas para os filmes A Compadecida, dirigido por George Jonas em 1968, e Prata
Palomares, dirigido por André Faria em 1970; bem como, considerando os conceitos do
surrealismo, articular elementos do Tropicalismo e suas variações como o Teatro Oficina,
Cinema Novo e Marginal.